No fim deste post será disponibilizada um exemplo de atividade a ser trabalhada com pré-adolescentes e adolescentes, caso a sua escola faça um projeto, ou mini-projeto sobre Diversidade.

O PARADIGMA QUE ENVOLVE A ESCOLA LAICA E A ESCOLA PARA A DIVERSIDADE

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o ensino religioso é facultativo. Obviamente a escola pública não deve tomar posse de uma única ideologia religiosa, então esta é uma visão coerente, que respeita a liberdade individual de cada aluno, sua opção de ter ou não uma crença, bem como de aprender sobre elas.

Entretanto, o mesmo texto ainda cita que “é parte INTEGRANTE da formação básica do cidadão”.  Ou o ensino religioso faz parte da formação básica e por isso é obrigatório, ou ele se faz facultativo, não sendo fundamental para a formação do cidadão.

Art. 33 O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. (Redação dada pela lei nº 9.475/97).

Tendo como base a  escola pública laica, e que para a formação de um cidadão não é necessário estar incluído em uma instituição religiosa, não há a real necessidade para que esta INTEGRE o cidadão. Segundo o Art. 33, o que nossas escolas estão formando?  Cidadãos incompletos?

Sabemos que o ensino religioso é sabiamente facultativo, porém o texto “assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo” não se faz eficaz quando esta aprendizagem sobre a diversidade cultural religiosa se faz facultativa e não obrigatória.

RESPEITO A DIVERSIDADE CULTURAL RELIGIOSA SE FAZ OBRIGATÓRIO

O ensino religioso através dos anos na escola básica, se tornou um meio para que os professores ditassem apenas um tipo de crença, ou seja, permeia a prática do proselitismo. Ora, será que não devemos falar sobre religião em sala?
Mesmo que a DISCIPLINA de ensino religioso seja facultativa falar de DIVERSIDADE é obrigatório. Logo, o professor pode e deve falar sobre isso dentro de sala, fazendo cumprir o trecho “assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo” .

Sendo assim, a DISCIPLINA é facultativa, mas o conteúdo DIVERSIDADE é obrigatório.
O CARÁTER A-PESSOAL

Analise e esteja atento a estes fatores:

  • Se você possui uma crença, ou não, seja a-pessoal, não faça de sua aula uma pregação (isso é anti ético e inadmissível, quando falamos de escola pública), não faça críticas à uma religião e evite dizer a sua.
  • Tenha o tema DIVERSIDADE RELIGIOSA sempre em mente. Ou seja, seu real objetivo é fazer com que os alunos entendam que existem infinitas crenças e que seja estimulada a prática do RESPEITO.
  • Você não precisará dar uma aula sobre cada religião, na verdade, procure não esmiuçar nenhuma religião, apenas utilizar este tema como ensejo para aprofundar-se ao tema Diversidade.
  • Não pratique nenhum tipo de oração, ritual ou reza em sala de aula.
  • Observe a faixa etária, a linguagem, e a maturidade de seus alunos.

TABU

Não faça deste tema um tabu. Se na sua escola foi sugerido o trabalho de diversidade cultural, religiosa, sexual e étnica, trabalhe estes temas com naturalidade, neutralidade, focando sempre no conteúdo específico Respeito e Diversidade.

Download:

Diversidade Religiosa e Respeito

Anúncios