As datas comemorativas são sempre um ponto de interrogação enorme para os que apoiam uma pedagogia renovadora e uma prática mais inclusiva.
 
O ideal é trabalhar com discussões e conversas informais desde a primeira infância as mais diversas religiões, cultos ou movimentos ligados presentes na nossa cultura, mas não se pode ignorar as características do grupo social em que estamos inseridos.
Eu tenho a seguinte opinião: Não se pode negar o direito das crianças conhecerem as práticas sociais que dão características ao seu grupo, mas também não se pode ignorar o fator CRÍTICO negando informações diversas para que cada uma inicie suas próprias reflexões a cerca dos temas tratados.
 
Eu apoio as aulas com as temáticas comemorativas, mas que sejam dentro do seu contexto histórico.
O aluno precisa saber que a páscoa, por exemplo, é uma data incluída no calendário Brasileiro por que na nossa história, o catolicismo e a igreja tiveram, e ainda têm, um poder político-social muito grande e que por isso a religião foi amplamente popularizada (essa seria uma explicação básica adotada para crianças menores com pouco conhecimento histórico) e com o passar dos anos se tornou parte da nossa cultura.
E com isso eles também DEVEM tomar conhecimento de que exitem várias outras religiões e cultos que não compreendem a data da mesma forma e que não são menores por isso.
Eu sou totalmente contra o uso da escola para fortalecer essa ou outra religião e até mesmo para fortalecer o ateísmo. Os alunos devem usar o espaço escolar para obter o máximo de conhecimento possível, para que  posteriormente possam tomar suas decisões com autonomia.
Quer fantasiar seu aluno de coelho? Quer ensinar os significados dos símbolos da páscoa? Quer dar chocolates? Quer fazer um cartão incentivando a partilha?
FAÇA, mas não negue as outras informações que completam a temática, afinal nós educadores fizemos um juramento que diz, entre outras coisas:
“FORMAR CIDADÃOS COM PENSAMENTO CRÍTICO…”
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