A utilização de jogos e brincadeiras pedagógicas estão cada vez mais ganhando força e espaço nas salas de aulas brasileiras e isso se deu pelo avanço e também pela ampla divulgação de estudos que comprovam o benefício do seu uso, seja como motivacional ou para a sistematização de conteúdos já trabalhados. Existem várias funções além das citadas acima, mas é importante que o educador compreenda o OBJETIVO do jogo ou brincadeira que propõe.
De nada adianta criar ou utilizar um jogo/brincadeira pedagógica, se este não faz parte do conteúdo abordado em sala de aula. Utilizar somente para criar um momento de distração ou até mesmo para “tapar um buraco” no planejamento é extremamente inadequado. O educador deve saber usar essas estratégias para alavancar a experiência dos educandos, mas se não dominar sua funcionalidade ou objetivo correrá o risco de banalizar a atividade e transformá-la em uma brincadeira comum.

Como utilizar essa estrategia na prática?

Integrar esses jogos em sua prática diária ou semanal dependerá dos objetivos que foram traçados em seu planejamento anual e digo isso, pois existem jogos e brincadeiras que você pode utilizar continuamente ao longo do ano e servirão para explorar aqueles objetivos gerais.
É possível fazer um jogo e mudar pequenos aspectos dele ao longo do ano letivo, criando uma linha de dificuldade gradual onde os educandos irão saber suas regras, mas constantemente serão desafiados através do gral de dificuldade proposto por sua atividade.
EX: No inicio do ano você pode fazer o jogo de caça palavras semanalmente com sua turma e digamos que você leve este jogo confeccionado com tampinhas de garrafas trazidas pelos educandos e inicie o processo de construção com eles em sala, mas que todo semana você mude o tipo de palavra a ser encontrada. Na primeira semana eles devem encontrar qualquer palavra, na segunda semana você muda para os nomes próprios, na terceira semana qualquer substantivo que não seja nome de pessoa,na quarta semana somente adjetivos, depois somente ditongos …
Este é um único jogo e ele poderá ser explorado de formas diferentes e após a atividade você poderá verificar as dificuldades e facilidades que eles tiveram para relacionar os conteúdos à atividade proposta. Depois disso poderá propor outras atividades como: pesquisa, escrita de frases e texto, confecção de fichas com as palavras encontradas, observar em dicionários os significados das palavras encontradas e assim já exploraria a ordem alfabética e etc. Existem muitas atividades que podem ser exploradas com um jogo muito simples e super prático de se realizar, mas sinceramente apesar de utilizar estas atividades com frequência eu não acho interessante quando o educador é forçado a fazer. Isso porque as práticas docentes nunca são melhores ou piores que as outras, simplesmente porque os indivíduos são diferentes e os grupos ainda mais, certamente o educador que atua na sala saberá identificar se aquele ou outro jogo será bem aceito e até executado em sua sala de aula. Existem turmas por exemplo que não gostam muito de atividades práticas, mas têm facilidade por uso de atividades informatizadas e nestes casos é muito melhor o educador levar um computador e fazer o “caça-palavras” no WORD ou outro programa e jogar em papel impresso e não fazer os alunos colarem tampinhas uma por uma… isso realmente depende do que o educador compreende como mais útil em sua prática.

Com que frequência podemos usar?

Diariamente, semanalmente, quinzenalmente, entre outros esquemas, dependerá dos objetivos de cada escola ou sistema de ensino. Existem escolas de sistemas que só trabalham com jogos e brincadeiras, existem outros sistemas que exigem sua utilização ao menos uma vez por semana, vai muito do lugar que o educador atua e das regras empregadas às suas atividades.

Bom, espero que tenham gostado do resumão!
Beijos e até logo :*

Lei também o artigo da Neusa Nogueira da PUCPR. AQUI

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